A Espanha não foi eliminada por causa do Tiki-taka , mas sim pela falta de convicção
Dizer que o Tiki-taka morreu é um tremendo exagero .O estilo de jogo caracterizado pelos toques rápidos, que fazem a bola deslizar como um Papa-Léguas Fugindo de um Coiote pelo campo adversário, deixando o inimigo tonto e cambaleante, a ponto de nem perceber que esta levando uma goleada, como a Espanha fez com a Itália na Final da Eurocopa da Polônia e da Ucrânia, será sempre útil e utilizado.
Em muitos momentos no entanto, o Tiki-taka espanhol passou a fazer a bola rastejar pelo chão lentamente como uma cobra traiçoeira .Se em 2010 este toque de bola serviu para a Fúria se escorar e fugir de alguns problemas, e sobretudo manter uma regularidade dentro da competição e levantar a Tça da Copa do Mundo FIFA pela primeira vez, em várias ocasiões posteriores a conquista inédita ele foi questionado .Se a Espanha herdou várias características do Barcelona, uma delas foi o chuveirinho na área como plano B.
Muito se falou sobre a morte do Tiki-taka após eliminações do clube Catalão na Liga dos Campeões, e devido ao alto número de atletas Blaugrana no selecionado Espanhol, era inevitável não temer que assim como o reinado do Barça acabou entre os Clubes, reinado da Fúria acabasse entre as seleções .Este temor fez a Espanha buscar um centroavante de maneira desesperadora .Torres, Negredo e Llorente não pareciam ser suficientes, e especialmente, não defendem atualmente clubes locais .Com isto a Fúria se envolveu em uma briga de foice com o Brasil por Diego Costa, o artilheiro coqueluche da última temporada européia, campeão e Espanhol e vice da Europa com a camisa Colchonera do Atlético de Madrid.
Após ganhar Diego Costa, a Espanha indiretamente se viu praticamente obrigada a escalar ele.Mesmo que isto significasse partir para o Plano B, mesmo que o plano A ainda não tivesse falhado.O time se viu desde o começo da partida contra a Holanda obrigado a se adaptar à jogar com um centroavante, algo que não acontecia à um certo tempo.
O resultado foi uma Fúria insegura, precipitada nos passes, e perdendo demais a posse.Os problemas antes mascarados por ela,começaram a aparecer já na goleada para a Holanda, e hoje, o eterno maior Estádio do Mundo , mesmo que já não mais o seja, o Maracanã, viu a queda da maior Seleção dos últimos tempos.
A Espanha levou 2 x 0 do Chile no Maracanã, e deu adeus, uma rodada antes do Fim da fase de Grupos ao Sonho do Bi Mundial.É acima de tudo, o terceiro campeão em quatro Copas a cair na fase inicial .Além dos Espanhóis em 2014, os Franceses caíram de cara em 2002 e os Italianos o Fizeram em 2010 .Neste meio tempo o Brasil, após ser Campeão Mundial em 2002 não jogou nada em 2006, mas mesmo se esforçando para tal, não conseguiu ser eliminado na primeira fase, já que a sua chave naquele Mundial contava com uma Croácia em fase de transição e um Japão e uma Austrália ainda poco ascendentes.
A prova viva que o Tiki-taka não morreu foi o Chile hoje.um time incisivo, com toques rápidos pelo chão e extremamente agudo. Logo no começo do jogo, o Chile quase abriu o placar em cabeçada de Gonzalo Jara. Mas foi com os toques rápidos pelo chão, que o Chile alcançou seu gol .Após um rápido contra-ataque, Sánchez passou para Aránguiz dentro da área. O jogador do Internacional de Porto Alegre encontrou Vargas ao seu lado e tocou para o ex-jogador do Grêmio, que deu um toque curto, se livrou de Casillas e mandou para o fundo da rede, abrindo o placar .Mais tarde, Aránguiz ainda ampliou para o Chile.
A Espanha até atacou bastante o Chile, mas na base do desespero, nervosa e sem coordenação.Não conseguiu marcar, e consequentemente perdeu o jogo, e se viu fora do Mundial.
Resta agora à Espanha juntar os cacos, e ao Chile decidir a liderança da Chave B da Copa, contra a Holanda na próxima Segunda-Feira.
Ficha Técnica
Espanha 0×2 Chile
Escalações :

Espanha
Iker Casillas; César Azpilicueta, Javi Martínez, Sergio Ramos, Jordi Alba; Xabi Alonso (Koke, intervalo), Sergio Busquets, Pedro Rodríguez (Santi Cazorla, 31′/2T), David Silva e Andrés Iniesta; Diego Costa (Fernando Torres, 19’2/T). Técnico: Vicente Del Bosque.
Chile
Claudio Bravo; Gary Medel, Francisco Silva e Gonzalo Jara; Mauricio Isla, Charles Aránguiz (Felipe Gutierrez, 19′/2T), Marcelo Díaz, Eugenio Mena; Arturo Vidal (Carlos Carmona, 43′/2T); Alexis Sánchez e Eduardo Vargas (Jorge Valdívia, 40′/2T). Técnico: Jorge Sampaoli.
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro
Árbitro: Mark Geiger (EUA)
Gols: Eduardo Vargas, 20′/1T, e Charles Aránguiz, 43′/1T (Chile)
Cartões amarelos: Arturo Vidal e Eugenio Mena (Chile); Xabi Alonso (Espanha)
Cartões vermelhos: Nenhum
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