Com liga imune à crise, movimento quer CBF no comando da seleção brasileira de futsal

Se a seleção brasileira de futsal vive uma crise sem fim, com denúncias de corrupção, aliança entre situação e oposição, e boicote dos principais atletas para uma futura convocação, a Liga Nacional não sofrerá consequências. Pelo menos é o que garantem os jogadores e dirigentes da modalidade.
"A Liga é independente, e cada ano tem crescido mais", disse Lavoisier, ex-goleiro e hoje supervisor do Carlos Barbosa, ao ESPN.com.br. A mesma informação foi compartilhada por Falcão e pelo ex-supervisor de seleções, Reinaldo Simões, que inclusive vê o torneio nacional com uma situação muito mais positiva do que a da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS).
"A liga, desvinculada da Confederação, conseguirá patrocínio. Já a Confederação deve R$ 7 milhões, não vai conseguir patrocínio (por conta de ter reprovado o balanço, perdeu o patrocínio com os Correios). Sem jogadores, sem seleção, quem vai querer patrocinar? Ninguém," disse ao ESPN.com.br o dirigente, que trabalhou entre 2005 a 2012 na seleção, e voltou no ano passado, tendo pedido demissão justamente após o anúncio da parceria entre Marcos Madeira, presidente da Federação Mineira e antigo opositor, e Louise Bedé, vice-presidente da CBFS. Candidato único, Madeira deve ser eleito presidente na eleição desta terça-feira.
Se, entre os clubes, o futuro parece promissor, a seleção pode sofrer consequências desta briga política. Por falta de verba, a CBFS desistiu de sediar a Copa América. Para Reinaldo Simões, a solução está na mudança de entidades para comandar o time verde-amarelo.
"O futsal no mundo inteiro é da Fifa, só aqui que é diferente e existe a CBFS. Queremos que a CBF retome o controle da seleção, assim como fez com o beach soccer (em 2013)," declarou o dirigente.
Há um ano da Copa do Mundo de Futsal, o principal astro da modalidade, Falcão, teme pela participação brasileira na competição. "A Liga Nacional é independente, a Liga Paulista é independente. Nossa preocupação é com a seleção brasileira. Copa do Mundo é daqui um ano, e não se ganha só com nome. Já perdemos Copa América ano passado. Se não treinar e não se preparar direito, não vai ganhar", disse o atleta em entrevista ao Sportv.
Fonte: espn.com.br
Comentários
Postar um comentário